terça-feira, 7 de abril de 2009

Visão Sistêmica das pessoas nas organizações


Semana passada tive a oportunidade de participar de um Workshop com Bert Hellinger, nascido em 1925, estudou filosofia, teologia e pedagogia. Sua formação religiosa levou-o depois a ingressar em uma ordem religiosa católica. Mais tarde trabalhou como missionário na África do Sul. No início dos anos 70 deixou a ordem religiosa católica dedicando-se então à psicoterapia.

Freqüentemente os participantes de seus workshops partem com uma profunda compreensão de si mesmos, o poder do amor e as forças que governam os relacionamentos humanos.
Bert Hellinger vive hoje com sua esposa na Alemanha, no sudeste da Baviera, perto da fronteira austríaca.

Neste workshop ele trabalhou a Visão Sistêmica dos relacionamentos dentro das empresas. Eu tenho percebido o quanto as pessoas estão preocupadas com a Visão Sistêmica da estratégia do negócio, dos fluxos de processo e procedimentos, mas tem esquecido de analisar sistêmicamente as relações entre as pessoas da empresa e ao meu ver a metodologia desenvolvida por Bert Hellinger para visualizar e entender essa dinâmica é um bom caminho e uma alternativa fundamental para completar a Visão Sistêmica de uma empresa.

Agora entendo porque algumas empresas com estratégias bem elaboradas e excelente controle de seus processos fracassam ou não crescem como deveriam, isso é reflexo de emaranhados nas relações das pessoas envolvidas com a empresa.

No final do Workshop Bert falou da importância de se valorizar os empreendedores e o importante papel exercido por eles numa sociedade. Ele mencionou que os sindicatos (que tem grande força política na Alemnha) precisam mudar sua postura em relação aos empreendedores e perceber que não são uns contra os outros e sim trabalhar em conjunto para o desenvolvimento econômico da sociedade. Eu concordo plenamente com ele e acredito que é nosso papel como empreendedor mostrar isso para os sindicatos. Faço um convite para que você inclua na sua Visão Sistêmica as relações entre as pessoas da empresa e se quiser pode pesquisar a metodologia de Bert Hellinger conhecida como Constelação Organizacional.

A Importância dos Empreendedores


O empreendedor no Brasil é visto como um apaixonado, lunático, muitas vezes é tido como aquele que tem uma visão utópica.Mas como seria o mundo se não houvesse as pessoas empreendedoras? Será que estaríamos nos dias atuais digitalmente incluídos à tecnologia computacional se Steve Jobs, Bill Gates e companhia não tivessem a louca ideia de criar um computador pessoal, isso há quase 50 anos? Muitos não acreditaram que o PC seria indispensável após algumas décadas. Grandes empresas também não. Pasmem!
E a lâmpada, se não fosse Thomas Edison com suas tentativas e erros - e não foram poucos, mais de 1.400 tentativas até acertar para chegar na lâmpada elétrica. Durante sua vida, Edison teve mais de 1.093 patentes registradas.Como faríamos para percorrer grandes distâncias se Santos Dummont não tivesse inventado o avião?
Estes exemplos são só para deixar bem claro a importância do ímpeto do empreendedor. Trata-se de alguém que enxerga à frente. Onde ninguém vê nada, ele visualiza um horizonte de oportunidades, brechas, um novo negócio ou serviço, uma maneira diferente de conquistar o cliente.O empreendedor lidera mudanças, assume responsabilidades e inova. Mas sempre com os pés no chão. Arca com riscos, sim, mas calculados.Ao criar um produto, serviço ou processo, ele tem muito mais vantagens do que desvantagens, passa na frente da concorrência, aprende, conquista primeiramente o mercado.Se der certo, ótimo, se der errado, está muito mais propenso a dar certo da última vez, pois adquiriu know-how.
Nas épocas de crise, faça como poucos, crie, faça do seu negócio um atrativo, com diferenciais que chamem a atenção do seu cliente. Seja criativo, use a imaginação, inove. Só assim você poderá obter bons resultados, aparecer e dar as caras ao mercado.As empresas que se sobressaem sobre outras são aquelas que não vivem na mesmice, na rotina. Planeje, pesquise, tome ações embasadas no conhecimento adquirido, aja com responsabilidade, empatia, transparência, atitude, flexibilidade. Enfim, arrisque, empreenda, faça sua empresa ser um sucesso!

Fonte: Texto de Valter Serra de Abreu, publicado originalmente no Estado de S. Paulo do dia 19 de março de 2009.

quinta-feira, 19 de março de 2009

Frase perigosas


Segue uma lista de frases proibidas para qualquer lider de projeto :
“Eu achei que não precisa planejar.” - > Sem planejar, você não controla. O planejamento deve ser sistemático quando estamos tratando de projetos;
“Faz de qualquer jeito que depois a gente arruma.” - > Isso é o que eu chamo de assumir perigo e não risco.
“Nossa, o prazo do projeto venceu” - > Isso é que é gestão de tempo. Nessa hora dá vontade de pegar pelo pescoço.
“Mas eu achei que tinha ficado claro” - > 90% do tempo do lider de projeto é gasto com comunicação, sempre em busca do entendimento comum;
“Nós negociamos verbalmente, por isso eu não documentei” - > Documente, documente, documente, …
“Não fiz porque ninguém mandou” - > 70% das pessoas nas empresas faz somente o que lhes é mandado fazer, 20% nem isso fazem, 10% restantes fazem a diferença. Em que grupo você acha que o lider de projeto deve estar?
“Achei que não precisa te avisar” - > Comunicação mais uma vez;
“Deixa que eu faço tudo sozinho” - > Trabalho de equipe em projetos é fundamental, uma vez que o projeto atravessa várias áreas da organização;
”Aqui sempre foi assim” - > Pessoas, que querem fazer a diferença, não se conformam com a mesmice.(Fala sério! Essa é de matar.)
E na sua empresa, com que a frequência essas frases são ditas?

Fonte: As frases foram identificadas pelo Marcio Motta com comentários do Marcelão.

Dicas para gerenciar sua equipe com harmonia


Eu acredito que gerenciar uma equipe é um dos maiores desafios, principalmente para o executivo ou o empreendedor que quer crescer o negócio e contar com um número de colaboradores cada vez maior.

Segue abaixo dicas que a psicóloga Clarissa de Franco, professora da pós-graduação em RH da Faculdade Anchieta, escreveu ensinando quais são as armadilhas dos erros que podem prejudicar a convivência entre colegas de trabalho. Ao ler percebi que pequenas mudanças no comportamento podem fazer a grande diferença. Que tal praticá-las nesta semana?

1. Concentre-se nas suas atividades... mas não se isole“É preciso concentrar-se nas próprias atividades, mas estar atento ao outro, cooperando sempre que possível. Se um funcionário permanece dentro de seu mundo de expectativas, metas, tarefas, passando a enxergar os parceiros apenas como agregados do ambiente de trabalho, sua visão tende a subjugar a importância da equipe com um todo.”

2. Interaja com os colegas... mas seja discreto“Se estamos conectados ao ambiente, é menos provável que cometamos erros. No entanto, se um funcionário olha demais para o lado, buscando saber o que os colegas estão fazendo, a hora em que estão chegando, qual o salário deles... isso também gera problemas, pois ele está se tornando invasivo e indiscreto.”

3. Seja observador... mas não procure falhas no vizinho“Cada um deve possuir consciência de seus limites e deveres e nunca devemos apontar as falhas de um colega em tom de fofoca ou de modo comparativo, dizendo, por exemplo, que 'fulano não faz isso e eu tenho que fazer'.”

4. Converse... mas não vá direto ao chefe“Se você tem um problema com um colega, tente solucioná-lo com o próprio antes de levar a questão à chefia. Caso contrário, você poderá ser visto como fofoqueiro, antipático e até traidor.”

5. Discuta a relação... mas pondere suas palavras “Na hora de abrir o jogo com o colega, fique atento ao modo como fala e ao conteúdo do que é dito. É preciso certificar-se de que o outro está acompanhando seu raciocínio e, ao mesmo tempo, ter certeza de aquele diálogo está sendo travado em benefício da empresa e de todos que lá convivem, e não por uma questão de orgulho ou desavença pessoal.”

6. Ouça... e também reflita sobre o seu papel “Na conversa, não critique apenas. Ouça, aceite críticas e procure refletir honestamente sobre o que está sendo dito. Às vezes, podemos descobrir que quem precisa mudar somos nós e não os outros.”

7. E, acima de tudo, coopere com os colegas“O que importa, dentro de uma empresa, é cada qual realizar suas tarefas do modo mais positivo possível, buscando um clima de parceria e cooperatividade. O time só vence quando cada jogador tem consciência de seu papel, garra e precisão para desempenhá-lo corretamente e generosidade para passar a bola na hora certa para quem estiver melhor posicionado. Vaidade, com certeza, só atrapalha o resultado final.”

Fonte:
Por Michelle Veronese - www.administradores.com.br

terça-feira, 10 de março de 2009

Busca de Oportunidade e Iniciativa


Em Pleno carnaval de 2009, no CENTRO DA CIDADE do RIO DE JANEIRO, em frente à sede do Banco do Brasil, na Rua Senador Dantas, um empreendedor monta uma barraca sobre um bueiro e resolveu uma demanda por serviço reprimida. Quando ao buscar uma oportunidade você atende uma necessidade do seu cliente o sucesso é muito maior.
Foto enviada por Sandra Borges da Costa

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Liderança da Teoria U

A alguns meses venho estudando Constelação Organizacional e num curso com Jan Jacob Stam, Diretor do Instituto Hellinger da Holanda, ele mencionou a Teoria U de Otto Scharmer como um caminho para a mudança organizacional através de uma liderança dentro da visão sistêmica.
Quando encontrei uma reportagem sobre a Teoria U na edição de Dezembro/08 da revista HSM Manegement consegui entender melhor como ela funciona na prática e principalmente que grandes empresas já estão utilizando esse novo conceito.
Leia abaixo um extrato da repotagem.



Como explicar a Teoria U em poucas palavras?

É uma nova lente para olhar a liderança e a gestão, e
também um tipo de metodologia. Como lente, observa
a liderança e as habilidades sociais de um ponto de vista
profundo, que não só leva em conta o que fazem os líderes
e como o fazem, mas que enfoca algo que não tinha
sido contemplado pelos teóricos: o lugar de onde atuam.
E ali o primeiro nível é a qualidade da atenção. A primeira
vez que percebi essa ideia foi durante uma conversa
com o ex-presidente-executivo da Hanover Insurance,
Philip Ryan. Ao falar das experiências mais importantes
de seus 25 anos de liderança, ele me disse que o sucesso
dependia de seu estado interior, da qualidade da atenção
que devotava a cada situação. Comecei a entender qual
é o impacto da qualidade da atenção que colocamos em
nosso trabalho e em nossa vida. Para resumir em uma
frase a Teoria U: a atenção que se presta a uma situação
determina a forma como ela evoluirá.

Qual seria uma qualidade de atenção desejável?

Depende da situação. Se o ambiente é normal e nada
de especial acontece, e você está feliz com os resultados
individuais e da organização, não tem sentido modificar
alguma coisa. Mas, se estão acontecendo muitas
mudanças e os resultados individuais seus e coletivos
não correspondem ao que as pessoas se sentem inspiradas
a criar, então é preciso ampliar ou aprofundar sua
atenção. Quanto maior a mudança interior e exterior,
mais você se verá obrigado a reduzir a velocidade e
abrir não só sua mente, mas também seu coração. A
maneira de lidar com situações difíceis é conectar-se
com os três níveis de atenção: mente aberta, coração
aberto e vontade aberta [veja acima quadro sobre as sete
capacidades de liderança da Teoria U].

Como se alcançam esses níveis de atenção mais profundos?
Existe algum método?

Assim que se enfrenta uma grave crise pessoal ou
uma experiência próxima da morte, a pessoa para e
começa a prestar atenção ao que é realmente importante.
Uma crise nos obriga a fazê-lo. Mas também há
formas proativas de cultivar, individual e coletivamente,
espaços de quietude e silêncio onde parar e conectar-se
com o que acontece, e refletir sobre isso em sua totalidade.
É disso que trata a boa gestão e a boa liderança:
de prestar atenção, de conectar-se com maneiras mais
profundas de se relacionar com uma situação, sem que
uma força exterior se imponha. Ao submergir para esses
níveis mais profundos, surgem inovações originais.
Toda experiência em uma equipe de alto desempenho
está vinculada, coletivamente, aos níveis de atenção e
escuta mais profundos.
Para ler a integra da reportagem clique no link abaixo:

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Repensar nossos paradigmas

Esse filme enviado por minha amiga Liana traz um convite a reflexão do quanto estamos presos aos nossos paradigmas.

Algumas perguntas me vieram a mente enquanto assisti:

-tenho mudado meus paradigmas?

-quanto estou presa em algumas crenças que não me permitem "sair fora da caixa"?

-será que eu acredito ser possível mudanças tão grande?

E você, o que achou? Compartilhe conosco seus comentários.